Família Ferrari- Franciosi – Zapparoli

Vindos do vilarejo de Poggio Rusco, província de Mântova, ao norte da ITALIA, a família do patriarca GIOVANNI FERRARI e da matriarca RINA ZAPPAROLI FERRARI, que tiveram 9 filhos, sendo 5 homens e 4 mulheres, desembarcaram no porto de Santos, em 20 de julho de 1.951, após uma viagem de 19 dias nos porões do navio Paolo Toscanelli, que rangia sob a força das águas do Oceano Atlântico.

Na primeira rápida parada no Rio de Janeiro, a visão da Praça Mauá, dos carros e caminhões, a certeza de ter chegado a América. Depois, rumo a Santos, onde seguiu-se um desembarque confuso, com todos os baús de madeira sendo revirados e inspecionados, para em seguida, serem transportados em um pequeno caminhão que havia sido contratado, e já os esperavam, para serem levados em uma longa viagem, em direção a Itapetininga, na fria noite de 20 de julho de 1.951.

Finalmente, na chegada a Itapetininga, o velho Sr. Moretti, que foi o intermediário na imigração da família, já tinha reservado um casarão, onde todos seriam acomodados.

Este casarão ficava na Rua Pedro Dias Batista, esquina com a Rua Domingos José Vieira.

A compra de um sítio e de um trator, foi o início desta incrível aventura.

As dificuldades continuaram, a terra não produzia, houve um grande incêndio na mata, que levou ao desespero, o dinheiro que acaba, a fome que não espera, novas alternativas foram tentadas, como a fabricação de tijolos, onde poucos foram vendidos.

Não sobrou alternativa, a não ser a venda da terra e a devolução do trator que estava hipotecado. A partir disto, cada um dos filhos com a família, começou a buscar alternativas para que fosse possível a sobrevivência.

Trabalhar na cidade, uma nova profissão, um emprego, a dificuldade de comunicação em virtude da língua.  Teve aí, o início do trabalho de pedreiro, trabalhando na construção do Cine Aparecida, no comércio, na feira, no SAE e no D.E.R.

Tem início a separação da família, onde uma parte foi para São Paulo e outra Salto. Aos poucos, com muito trabalho, de manhã, de tarde, de noite, sábado, domingos e feriados, todos conseguem ir se sustentando, os filhos crescendo e estudando, com isto, todos vão aprendendo a nova língua, começam a surgir os primeiros universitários, os casamentos e os netos.

Mas também chega uma época de doenças e idade avançada, e com isto começamos a sofrer as primeiras perdas.

Os que se foram e os remanescentes daquele grupo de imigrantes, são dignos de nossa admiração pela perseverança, vontade de vencer e coragem para enfrentar tantas adversidades.

Que estes pioneiros sirvam de exemplo para as gerações que iniciam sua caminhada.

Cabe a nós, filhos e netos de imigrantes, conservar em nosso coração a chama daquele sonho que cruzou o oceano, das mulheres e homens que plantaram nesta terra, uma semente de ESPERANÇA.